Eu geralmente trabalho no conforto do meu lar, então tenho todos os recursos disponíveis para que meu fluxo de trabalho seja eficaz, me dando produtividade e consequentemente tempo para cumprir todas as minhas obrigações profissionais. Porém, de vez em quando, sou obrigado a ‘ir para campo’ e ficar o dia todo fora. Ae, se eu não disponho de bons recursos (internet móvel, smartphone, notebook, etc.) a coisa pode ficar feia, me fazendo deixar de atender clientes (chamados de suporte), consequentemente perdendo serviço/ dinheiro e ganhando irritação/ frustração/ xingamentos dos mais exaltados.

     Deixei o iPhone 3G carregando a noite toda (como de costume) e ao sair pela manhã, enquanto me deslocava até o destino (cerca de 1 hora), fui checando e respondendo emails, lendo algumas notícias via feeds, dando baixa em alguns chamados de suporte, etc…

     Chegando próximo a entrada de Ribeirão Preto, acionei o GPS do iPhone para localizar algumas lojas que havíamos marcado via Google Maps no dia anterior. Notei que as vezes o sinal do GPS simplesmente some a ‘bolinha azul’ (você no mapa) fica parada, o que pode ser algo bem desagradável no momento de tomar uma decisão (direita? esquerda? retorno?), mas no geral funciona bem.

     Começamos a visitar algumas lojas e sempre que chegava, batia uma foto da fachada, pedia um cartão da loja e vazia o mesmo. Em seguida, minha esposa ia vendo o que gostava, escrevia o preço numa folha de sulfite, colocando-a próxima a peça e eu batia uma foto. Com essa metodologia, eu consegueria depois ver facilmente as peças que interessavam, o valor e onde encontrá-la. No total, bati umas 35 fotos num intervalo de 2:30h.

     Quando paramos para almoçar, ficamos olhando o albúm de fotos do iPhone e decidindo o que era bacana ou não. Isso feito, minha esposa seguiu para fechar as compras, enquanto eu fiquei no Shopping vendo algumas vitrines e pondo em dia alguns podcasts. A cada 15 minutos dava uma puxada nos emails, respondia o que precisava, via se tinha chamados de suporte aberto, etc.

     Era pouco mais de 16:00h quando tive que parar de ouvir podcast, colocar o luminosidade da tela do iPhone no mínimo e começar a economizar cada minutinho de bateria que ainda restava, pois aquele chato alerta de bateria fraca começou a aparecer e a me deixar bem desconfortável, a ponto de eu me dirigir a uma loja da Vivo e ter que comprar as pressas um aparelhinho básico de R$ 49,00 para não ficar ‘ilhado’, impedindo que meus clientes não me achassem.

     Na própria loja da Vivo, o atendente viu que eu tinha um iPhone 3G e me perguntou porque eu estava levando um outro tão baratinho, se era medo de assalto ou algo assim. Ae expliquei sobre a duração da bateria do iPhone e ele me revelou que essa é uma reclamação muito frequente dos clientes, que chegam a pensar que se trata de um defeito do aparelho. Outra queixa bastante comum é o fato do iPhone ‘ficar preso’ ao iTunes e a apenas um computador, o que chega a irritar alguns clientes acostumados a outros aparelhos com uma política de proteção de conteúdo ‘mais liberal’ que a da Apple.

     Em resumo: acho o iPhone um aparelho fantástico, que pode ajudar muitas pessoas no dia-a-dia, tanto para resolver fatos simples do cotidiano, de várias formas, como para entreter, mas tem alguns pontos negativos que as vezes me faz pensar se esse é o aparelho ideal para mim e para alguns profissionais que passam muito tempo longe de uma tomada.

     PS: comprar móveis usados pode te fazer economizar uma boa grana para ‘consumo próprio’ e até uma boa fonte de renda, pois você compra algo a 1X, investe um pouco de tempo dando uma lixada, passando uma tinta e em breve vende por 5X fácil.